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Banda Azymuth no Teatro da Uff

Combinando soul, funk e jazz com samba, Azymuth cria som e estilo próprios

O Centro de Artes UFF recebe no dia 10 de maio, quinta-feira, às 20h, o grupo musical Azymuth, uma das bandas mais influentes do Brasil que  tem em sua discografia mais de 30 álbuns que consolidam uma carreira que se estende por mais de 45 anos. Combinando soul, funk e jazz com samba, a banda é responsável por criar um som e um estilo próprios ao qual deram o nome de ‘Samba Doido’.

Tanto no palco principal do Montreux Jazz Festival como no North Sea Jazz Festival, fazendo um groove no Blue Note em Nova York, Tóquio ou Milão, no Ronnie Scott’s em Londres ou no Vienna’s intimate Birdland Club, o Azymuth impressionou e ainda impressiona o público com sua sonoridade única.

Sua história teve início nos anos 1960, no Rio de Janeiro. A cena da Bossa Nova e do jazz estava emergindo. O Rio era o melhor destino para as celebridades do mundo. Copacabana era o centro da criatividade. Morando no mesmo bloco de apartamentos e enquanto tocavam como músicos em bares, José Roberto Bertrami, Ivan Conti e Alex Malheiros decidiram começar a gravar juntos com o nome de Projeto 3.

Origem do nome Azymuth,  sucesso em trilhas de novela e reconhecimento internacional como uma das maiores bandas de jazz

No início dos anos 1970, antes deles realmente causarem rebuliço no meio musical, Marcos Valle convidou o trio para gravar o LP da trilha sonora que homenageava o grande piloto de Fórmula 1 brasileiro, Emerson Fittipaldi (O fabuloso Fittipaldi). Após o sucesso da trilha no Brasil, eles perguntaram ao Marcos Valle se poderiam usar o nome de uma das faixas (Azimuti) do disco, como o nome da nova banda. Daí a origem do nome.

A primeira gravação do grupo Azymuth foi um compacto de quatro faixas pela gravadora Polydor, que passou a ser usado em uma novela de sucesso. A venda dos discos acompanhou o sucesso e a enorme popularidade da telenovela. A partir de então, seguiram para a gravação do primeiro LP do trio, lançado pela Som Livre, que incluía o sucesso Linha do horizonte (usada também em outra novela de grande sucesso). Este LP contou com outros clássicos como Manhã (um standard na cena dos clubes de Londres) e Faça de conta. O som único do Azymuth então nascia e marcava presença.

O segundo álbum, Águia não come mosca foi um sucesso ainda maior. Lançado também nos EUA e no Japão pela Atlantic Records, este álbum alçou o Azymuth à cena internacional e resultou na assinatura de um contrato do grupo com o selo norte americano Milestone Records,  pegando os músicos de surpresa, que pensavam estar fazendo uma simples  MPB com um toque de jazz.

Mas era mais que isso, pois o primeiro lançamento pela Milestone Records, em 1979, se tornou um dos LPs mais vendidos da gravadora. O disco apresentava o hit internacional Jazz Carnival. A gravadora lançou um single da faixa que vendeu mais de 500.000 cópias internacionalmente e permaneceu no Top 20 britânico durante oito semanas.

O Azymuth gravou uma série de álbuns pela Milestone, se estabelecendo como uma das maiores bandas de jazz do mundo. Eles tocaram nos melhores festivais e lugares ao redor do mundo, tais como Montreux Jazz, Playboy Jazz Festival, Berkeley Festival, Concert by the Sea, Monterrey Jazz Festival, Washington Park, Circus Teather, Palladium London, Quartier Latin, Brazilian Fest Berlin, Athennas, Tijuana Jazz Festival, Free Jazz Festival (Rio e São Paulo), Brahma Extra, e trabalharam com músicos como Emir Deodato, Stevie Wonder, Sarah Vaugham, Joe Pess, Mark Murphy, Ivan Lins, Milton Nascimento, Elis Regina, Gal Costa, Simone, Erasmo Carlos, Airto Moreira e Flora Purim, entre tantos outros.

Em 1995, Joe Davis, produtor executivo da gravadora inglesa Far Out Recordings, foi apresentado ao Azymuth durante a gravação de um projeto no Rio. Pouco tempo depois, Joe convida o grupo para gravar um disco pela gravadora e, em 1996, o disco Carnival é lançado com excelente repercussão e críticas elogiosas. A partir daí, o grupo Azymuth veio ganhando uma nova geração de fãs por todo o mundo, por meio de seus shows enérgicos e de remixes produzidos por alguns dos mais interessantes produtores do mundo (Roni Size, 4 Hero, Jazzanova, Theo Parish, Kenny Dope, para citar alguns), tornando-se uma força importante na cena do jazz underground.

Azymuth se estabeleceu como uma das maiores bandas de Jazz do mundo e o álbum Aurora, que comemorou seus 35 anos de formação, os colocou como “provavelmente, a banda brasileira de maior sucesso no exterior”. Juntos, a original orquestra de três mestres (como é citado no exterior), o Azymuth criou o disco mais atraente desde as gravações do primeiro compacto Azimuti e Light as a feather, recriando aquela sonoridade clássica dos antigos Jazz CarnivalPartido Alto e Dear Limmertz.

Em 2015, depois de relançado o 1° álbum do grupo pela Far Out, a banda fez um tour pela Europa com o tecladista convidado Fernando Moraes. Na volta ao Brasil, convidaram Kiko Continentino, renomado pianista / tecladista para ocupar a vaga deixada por Bertrami e continuar a manter o som e a chama acesa, como o grupo foi e é conhecido no mundo todo. Em 2016, entraram em estúdio para gravação de mais um trabalho e fizeram outra turnê pela Europa e Japão.

Serviço:

MIB apresenta Azymuth

Dia: 10 de maio de 2018 (quinta), às 20h

Local: Teatro da UFF – Rua Miguel de Frias 9, Icaraí, Niterói

Ingressos – R$50,00 (inteira) e R$25,00 (meia)

Classificação etária: Livre

Duração do espetáculo: 80 minutos 

 

Publicado em: 8 de maio de 2018, por: 

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