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Agenda Cultural Niterói da Cris Montes

A jornalista Cris Montes, apresenta nessa página “Agenda Cultural Niterói”, os principais eventos da cidade, seja na música, teatro, cinema, exposições, poesias, inaugurações e muito mais… Escreva para essa coluna que divulgaremos o seu evento: crisagendaculturalniteroi@gmail.com

Nandão Coverdose de volta ao Clube Naval Charitas
O guitarrista Nandão Coverdose se apresenta no palco do Clube Naval Charitas, sexta-feira, 22 de março, às 21h.
Nandão, vai apresentar os grandes clássicos sucessos internacionais do PopRock. Elvis, Sinatra, Elton John, Paul Mccartney, Roy Orbinson, Burt Bacharach entre outros, em uma noite dançante onde você vai relembrar o melhor dos clássicos.
Banda All Blues no palco do Areias, em Itacoatiara
Evento imperdível no Areias com a apresentação da All Blues no sábado, 23/03, às 22h.
O repertório da banda vai do Blues do Rock ao Jazz, adicionando gêneros da Black Music, como o Soul e o Jazz, além do bom e velho Rock’n’Roll. No repertório, nomes como Eric Capton, B.B. King, Robert Cray, Robben Ford, Carlos Santana, Prince, James Brown, e bandas como Rolling Stones, Lynyrd Skynyrd, Pearl Jam, e o nosso rock nacional, é claro!
BANDA BOO BEG NO PALCO DA FRIKADELLE
Quer reviver os saudosos anos 80? Então, a pedida é marcar presença na Frikadelle, sábado, dia 23 de março, a partir das 21h30. O melhor da música dos anos 80 espera por vc! Reservas: 99646-6352.
Pagode do Adame retrô 90 na Chácara Piratininga
DEPOIS DO SUCESSO DA INAUGURAÇÃO, o primeiro evento da
CHÁCARA DE PIRATININGA! Uma festa FECHADA só para CONVIDADOS, com muito pagode retrô, sertanejo, hip hop, rock e muito mais! Eclético sim, porque não?
B.day Léo Teixeira
Dia: 31/03 domingo as 17h
Open Bar para elas até as 18:30
Atrações : Pagode do Adame retrô 90
Dj Tony dee
Dj Thiago Freitas
Dj Marcio Dias
Aguardem novas atrações!
Local: Chácara Piratininga rua Ruben Risenberg l 4 q 27 Cafubá
ROCK & ROLL BANDA OS ÚNICOS QUEM NA AABB SÃO FRANCISCO
A banda “Os Únicos Quem” se apresenta no palco da  Associação Atlética Banco do Brasil, em São Francisco, no sábado, 13 de abril, às 21h, trazendo de volta o Rock do jeito que você gosta.
OS PARALAMAS DO SUCESSO NA AABB SÃO FRANCISCO
Sábado, dia 25 de maio, 22h,  vai rolar uma super noite com Os Paralamas do Sucesso na Associação Atlética Banco do Brasil, em São Francisco. Garanta já o seu ingresso no primeiro lote. Início das vendas dia 12 de março.

Carnaval com muito peixe e frutos do mar

Aproveite o Carnaval saboreando muito camarão, muito peixe e frutos do mar da Peixaria Icaraí.

Num ambiente clean e focada na higiene, a Peixaria Icaraí vem se destacando há 2 anos no bairro por trazer peixes frescos, selecionados e de boa procedência, tudo isso, aliado ao bom atendimento e preço.

Na Peixaria Icaraí você encontra peixes nobres como: Salmão, meca, namorado, lírio, cherne, filé de cação, filé de salmão, carne de siri, lula, polvo, mexilhão, camarão grande (20 gramas cada um) tudo com ótima qualidade e preços acessíveis.

De acordo com Nelson, o responsável pela Peixaria Icaraí, o peixe é completamente limpo e o cliente é que diz de que forma quer o seu produto para consumo.

Para facilitar a clientela, a peixaria aceita encomendas e cartões de créditos, além de sistema delivery com entregas nos bairros de Icaraí, Ingá, Santa Rosa e São Francisco.

A Peixaria Icaraí fica na Rua Comendador Queirós, 91 – Loja A, Icaraí, Niterói – RJ, e funciona de segunda a sábado, das 7h às 14 horas. O telefone é (21) 2705-5451.

Livro inédito reconta quatro séculos de Medicina em Niterói

Romulo Baziliu, Marcelo Mendes Vasconcelos, Paula Ganimi, Franciane Barbosa, Ana Dantas e Antonio Duarte

Foi lançado durante coquetel dia 08/01 à noite no Bistrô MAC o livro “A História da Medicina em Niterói”, com a presença de renomados médicos e presidentes de entidades médicas e assistenciais da cidade, que emocionados não pouparam elogios à qualidade gráfica e ao ineditismo da obra. Em 216 páginas, a publicação inédita tem por objetivo trazer um panorama atualizado da trajetória da Medicina e da classe médica em Niterói, desde a fundação da cidade até os dias atuais, atravessando quatro séculos de acontecimentos e personalidades que marcaram tanto a população local quanto os rumos da saúde no estado e no país. 

Produzido por Franciane Barbosa e Antonio Duarte, da DB Editora, o livro é um dos primeiros a serem realizados através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (nº 3182/2015), tendo como único incentivador o Complexo Hospitalar de Niterói, cuja diretora Dra. Ilza Fellows abraçou o projeto editorial, desde o primeiro momento em que foi apresentado. A lei entrou em vigor a partir do mês de agosto de 2017, com o objetivo de fomentar a cultura na cidade através do incentivo a projetos culturais locais por meio de renúncia fiscal do IPTU ou ISS por pessoa física ou jurídica. Totalmente acessível, com tiragem de dois mil exemplares e distribuição 100% gratuita – assim como sua impressão via internet – o livro está direcionado principalmente a bibliotecas, escolas, universidades e instituições médicas.

O livro mapeia a história de instituições importantes ao município, incluindo hospitais ativos e inativos e entidades classistas e assistenciais, além de patrimônios de projeção nacional, como o Programa Médico de Família, o Instituto Vital Brazil e a Universidade Federal Fluminense. O trabalho também exalta a rica carreira de alguns dos principais nomes da Medicina da cidade, muitos pioneiros em âmbito internacional que colaboraram no admirável vanguardismo de Niterói. A publicação não tem a pretensão de extinguir o tema, que guarda em si um manancial de informações que não podem ser retratadas em tão poucas páginas. A obra foi produzida por uma equipe composta pelos jornalistas Irma Lasmar, Verônica Oliveira e Sergio Meirelles, a historiadora Antoane Rodrigues e o fotógrafo Antonio Schumacher. 

Tratando-se de um projeto cultural incentivado, o livro A História da Medicina em Niterói possuiu prazo para a realização, que foram de apenas quatro meses, e número de páginas pré-estabelecido. Por esse motivo, a organizadora Franciane Barbosa, devido ao extenso número de médicos renomados presentes em Niterói, teve que exercer um poder de síntese e, infelizmente, deixou de contemplar outros profissionais de igual renome. Entretanto, ela destaca que, ao homenagear um grupo de 25 grandes nomes da Medicina, a intenção foi reverenciar toda a classe médica da cidade. Estão presentes na obra personalidades como o ex-prefeito Waldenir de Bragança; Herbert Praxedes, descobridor da “Hemoglobina Niterói”; Ronaldo Pontes, ícone da cirurgia plástica nacional com publicações em várias línguas; Guilherme Eurico Bastos da Cunha, formador de gerações de profissionais; Antonio Cláudio Nóbrega, atual reitor da UFF, e Gesmar Volga Herdy e Vilma Câmara, mulheres à frente do seu tempo.     

O livro pretende servir de base a estudiosos e curiosos sobre o tema, entre profissionais e leigos, e homenagear mais de cem grandes médicos (presentes e saudosos), registrando suas realizações e qualidades humanas em biografias que os conservem como exemplo às futuras gerações.

fotos: Ulisses Franceschi

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CLINOP – 45 Anos fazendo bem aos olhos



CLINOP – 45 Anos fazendo bem aos olhos… Agora em ICARAÍ!!! 

A Clínica de Olhos Pegado (Clinop), que tem sua sede no Centro da cidade, dá mais um passo importante nos seus 45 anos de história. Expandindo o atendimento qualificado para a Zona Sul de Niterói, inaugurando nova filial em Icaraí.

“Essa filial é um projeto que temos há alguns anos. O objetivo é criar um consultório com um atendimento diferenciado, dando um tempo maior de dedicação do médico ao paciente, além de uma instalação moderna, equipamentos e tecnologias de ponta” afirma Dr. Rodrigo Pegado.

A escolha pelo bairro foi motivada, primeiramente, pelo apelo de muitos dos clientes, que reivindicavam a ida da clínica para Icaraí. A região traduz com perfeição a proposta da Clinop, que é trazer uma tecnologia mais elevada e um investimento de ponta para melhor atender seus pacientes.

Buscamos os melhores aparelhos que tem no mercado hoje. Grande parte dos equipamentos é do Japão e da Alemanha, países referência para a área de oftalmologia. Contamos com aparelho de refração digital, que é referência no mercado médico. Nessa nova unidade, o paciente será capaz de fazer todo o exame oftalmológico dele, e a clínica ainda tem todos os exames complementares que existem na área.

A Clinop Icaraí fica na Rua Gavião Peixoto 124, no sexto andar. Horário de funcionamento: segunda a sexta-feira: de 09h às 20h. Sábado: de 08h às 12h. Telefones:   21 2717-1001 / WhatsApp: 21 98700-1001 –https://www.clinop.com.br

Agende sua consulta!!!

Jurujuba Iate clube sucesso total no Rèveillon 2018/2019

O Jurujuba Iate Clube promoveu o melhor réveillon da sua história, com muita animação e com direito à vista privilegiada da queima de fogos de Icaraí.

O comodoro Sergio Daltro e sua diretoria receberam os convidados dessa grande festa ao som da banda LG, e com a apresentação especial de ritmistas e dançarinas de Escola de Samba. O Buffet e Open Bar tiveram assinatura da maravilhosa equipe do Buffet Montenegro.

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Leda Mendes Jorge lança livro no Central

A escritora Leda Mendes Jorge convida para o lançamento do seu recente livro, intitulado: “POUCAS PALAVRAS”, na terça-feira, 30 de outubro, às 17h, no Clube Central da Praia de Icaraí. A obra é publicada pela Editora Parthenon, sob os trabalhos gráficos do editor Mauro Nolasco. É prefaciada pela acadêmica escritora doutora Márcia Maria de Jesus Pessanha e a orelha esquerda ficou ao cargo do professor doutor em estudos da linguagem, docente, autor e revisor, Iran Pitthan. A obra vem representando o universo das palavras poéticas, expressões mágicas que fazem os nossos corações baterem mais fortes e se eternizarem na alma.

A autora Leda Mendes Jorge sempre teve a arte dentro de si. Estuda e ensina música, vive em uma comunidade de artistas, escritores, eventualmente, dedica-se de corpo e alma à composição poética. Haicaísta de coração, forma de poesia japonesa surgida no século XVI e ainda hoje, está em evidência, composta de três versos, com cinco, sete e cinco sílabas, que geralmente, tem como tema a natureza ou as estações do ano. Este emblema intenso foi carregado por muitos anos nas veias haicaístas de um dos mais importantes artistas fluminense, o saudoso Luís Antônio Pimentel.  

A escritora nos conta que a obra é sobre poesias, insígnias diversas, e inúmeras frases-pensamentos. Um presente de fantasia, alento e aconchego para a alma, contempla todos os estados de espírito e do coração, pois fala-nos sobre: morte, ansiedade, família e pessoas, o qual se eternizará no íntimo humano.

A poetisa decidiu abrir a sua arca sagrada, após receber de sua neta Maria Eduarda, a especial homenagem, a MONOGRAFIA ESCOLAR, cujo título do trabalho é: Monografia sobre a minha avó. Daí, Leda confirma que decidiu publicar a monografia e o seu livro de poesias. Os quais entremeados serão celebrados, na exclusiva noite festiva, no Clube Central de Icaraí. Imperdível!

Amigos, impossível perder essa festa, pois, ocorrerá uma novidade na tarde/noite de autógrafos, Maria Eduarda, a neta de Leda, propôs: “Quem comprar o livro de minha avó, eu ofertarei um exemplar de minha monografia, com minha assinatura, feita com muito amor e carinho”.

Sobre Leda Mendes Jorge   

Leda Mendes Jorge – musicista, declamadora e poetisa formada pelo Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, onde fez, também, o Curso de Especialização para professor de piano, com a professora Lidy Mignone, esposa do maestro Francisco Mignone.

Possui cursos de Música Barroca, de Educação pela Arte, além de Curso Básico de Psicologia, e os de teoria musical, harmonia, morfologia, canto coral, história da música, transporte e acompanhamento, no Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro.

Participou efetivamente, de diversos recitais no Conservatório Brasileiro de Música, apresentando-se no Teatro Mesbla, no Instituto Brasileiro de Cultura Hispânica, no Museu Histórico do Rio, no Teatro Municipal de Niterói, na Rádio Roquete Pinto, na Rádio MEC, na TV-Rio – Programa Jovens Pianistas, da Orquestra de Acordeões do Professor Mário Mascarenhas e do programa Coisas da Praia Grande, na TV Tupi.

Recebeu homenagem do Cantinho do Poeta, na Ordem dos Advogados do Brasil (seção de Niterói); da Associação Brasileira de Imprensa, o diploma de Honra ao Mérito pela Ordem dos Músicos; e da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, moção proposta pelo vereador Carlos de Carvalho.

Seu primeiro livro, HAICAIS – poesias, 1999, contém prefácio de Carlos Nejar, membro da Academia Brasileira de Letras.

Em 2002, outra obra poética: SINCERAMENTE, prefaciado por Antonio Carlos da Rocha Villaça, em sua apresentação teceu-lhes comentários elogiosos ao seu trabalho de poetisa.

Seu nome foi proposto, em 21 de agosto de 1997, pelo presidente Edmo Rodrigues Lutterbach, para integrar a Classe de Belas Artes da Academia Fluminense de Letras. Tomou posse em 22 de outubro de 1999. Sendo saudada pelo acadêmico Marcos Almir Madeira.

LEDA MENDES JORGE é membro da União Brasileira de Trovadores – seção de Niterói, Academia Niteroiense de Letras, Cadeira 50, patronímica de Agrippino Grieco, Academia Fluminense de Letras, Cenáculo Fluminense de História e Letras, eleita para a Cadeira nº 34, patronímica de José do Patrocínio. Atualmente, exerce a função de Presidente da Associação Niteroiense de Escritores (ANE).

Foi agraciada, com a Medalha “José Cândido de Carvalho”, concedida através do Decreto legislativo 578/2004, proposto pelo vereador José Vicente Filho.

Fonte: FOCUS PORTAL CULTURAL

 

Dia Luís Antônio Pimentel no Jambeiro

Circuito promove atividades literárias no Solar do Jambeiro

Com o objetivo de resgatar os nomes da literatura local, o “Circuito Niteroiense de Letras” vai promover, em sua estreia, uma grande homenagem ao jornalista e literário Luís Antônio Pimentel, no dia 18 de outubro, quinta-feira, das 11h às 21h, no Solar do Jambeiro. O evento, batizado como “Dia Luís Antônio Pimentel”, contará com rodas de conversas, contação de histórias, leituras de haicais e sarau. A entrada será gratuita e a classificação livre.

O Dia Luís Antônio Pimentel terá atividades dirigidas, em princípio, a públicos diferenciados para que todos possam se envolver com a magia da literatura. “Nosso objetivo é semear uma cultura da experiência artística, em que a literatura não seja apenas abrir um livro e ser obrigado a ficar parado com ele aberto, fingindo que está lendo. Nosso trabalho acontece para que libertemos as letras de Niterói através de sua divulgação e de sua democratização”, conta o escritor Jordão Pablo de Pão, um dos curadores do Circuito, junto com os jornalistas Lucas Pão e Tânia Ribeiro e com o entusiasta das letras Maik Dias.

A programação terá início com uma roda de roda de histórias, referências e leituras de textos do autor homenageado, às 11h, coordenada pela professora Márcia Pessanha, também presidente da Academia Niteroiense de Letras e uma das apoiadoras do projeto. Na parte da tarde, às 14h, a contadora de histórias Cristina Pizzotti levará haicais e histórias de Luís Antônio Pimentel ao Solar. Uma roda de leituras e apreciação de textos de artistas niteroienses está agendada para as 17h, mediada por Jordão. E, para fechar o dia de atividades, o Sarau Haicais Tropicais contará com microfone aberto para artistas da palavra, inclusive música e escritores não literários.

O projeto de produzir “Dias Literários” na rotina cultural da cidade está sendo organizada pelo Circuito Niteroiense de Letras. “Começamos pequenos, neste 2018, com grandes sonhos. Quando eu idealizei o Circuito, não poderia supor a adesão da comunidade literária niteroiense com tanta força. Lutaremos por ser um coletivo, a literatura agrega, não exclui”, ressalta Jordão Pablo de Pão.

PROGRAMAÇÃO – Dia Luís Antônio Pimentel

11h – Bate-Papo “Sobre Luís Antônio Pimentel”

Uma roda de histórias, de referências e de leituras que presta tributo à obra de um dos nossos grandes escritores. Luís Antônio Pimentel marcou Niterói não só pela sua longa estadia, mas também pelo seu apreço ao seu povo e à sua arte. Mediação de Márcia Pessanha.

Gratuito. Duração de 60 minutos. Classificação Etária Livre. Capacidade: 50 pessoas. Distribuição de senhas 30 minutos antes.

14h – Contação de Histórias “Meu Querido Pimentel”

Uma sequência de histórias contadas, escritas e vividas por e com Luís Antônio Pimentel, com o afeto e a generosidade reconhecidos do autor para com seus ouvintes. Organização de Cris Pizzotti.

Gratuito. Duração de 50 minutos. Classificação Etária Livre. Capacidade: 50 pessoas. Distribuição de senhas 30 minutos antes.

17h – Roda de Leitura “Textos de Nossa Terra”

Uma visita à sala de leitura do Solar do Jambeiro, resgatando poemas e prosas de autores niteroienses, a partir de um diálogo franco, democrático e aberto sobre o que é a literatura. Mediação de Jordão Pablo de Pão.

Gratuito. Duração de 50 minutos. Classificação Etária Livre. Capacidade: 50 pessoas. Distribuição de senhas 30 minutos antes.

19h – Sarau “Haicai Tropical – celebrando a arte da gente de Niterói”

A partir da figura de Luís Antônio Pimentel, escritores niteroienses, de fato e de coração, celebram a produção da, na, para a Cidade Sorriso. Um grande tributo dos escritores para a sua produção em microfone aberto.

Gratuito. Duração de 90 minutos. Classificação Etária Livre. Capacidade: 70 pessoas. Distribuição de senhas 30 minutos antes.

Serviço:

Dia Luís Antônio Pimentel no Solar do Jambeiro

Data: 18 de outubro (quinta-feira)

Horário: das 11h às 21h

Classificação etária: Livre

Local: Solar do Jambeiro

Endereço: Rua Presidente Domiciano, 195. São Domingos, Niterói, RJ.

Entrada Gratuita – Distribuição de senhas 30 minutos antes de cada atividade

 

Diversão garantida para o Dia das Crianças

Programação Especial na Fazendinha Piquenique para o Dia das Crianças. Dia 14 de outubro, de 10 às 17 h, várias atividades em comemoração a data, entre elas, a partir das 14h, o Lekolé (grupo teatral infantil). Entrada única R$ 30,00 para adulto  ou criança a partir de 3 anos.

Tem coisa melhor do que levar as crianças  para passear em lugares com bichinhos? Elas adoram conhecer e ter contato com eles e ainda poder desfrutar um pouco do ar puro e da natureza. Pensando assim, a Fazendinha Piquenique mudou para um espaço menor  mas de fácil acesso com ambientes que priorizam  a segurança da criançada, entre eles,  área baby, sala de leitura, camarim, banheiro adaptado para o tamanho do público infantil e animais que podem ser acariciados e alimentados, arara, mini porco, chinchila, peru, galinha, peru, porquinho- da -índia, coelho e mini marreco.

Mesa de totó, gangorra, pula- pula, piscina de bola, Rgame e tamancobol  garantem um bom programa para crianças de zero a doze anos.  “A diversão não para por aí, os pequenos ainda podem participar de oficinas de plantação, pintura e massinha sob orientação de monitores”, garante a proprietária Marcela Gotlib.

Parar a brincadeira só se for para almoçar uma comidinha caseira servida no bufê com consumo liberado. Entre as opções, batata frita, carne ou frango, iscas de frango, pastel, saladas ao custo de R$ 20,00 criança e R$ 25,00 adulto.

A Fazendinha Piquenique tem parceria com o Instituto Movimento Legal que funciona com recursos de empresas privadas oferecendo roteiros culturais e gastronômicos, palestras, exposições, entre outros.

Horário de funcionamento:

Fim de semana e feriados das 10h  às 17h com horário agendado.

Entrada R$ 30,00 para adulto  ou criança a partir de 3 anos.

Rua Dr. Newton Porto Brasil, 21 antiga rua 06,  Piratininga

Tel. 9 7178 2855

Pacotes especiais para escolas.

Ligue antes para confirmar os valores e também sobre a abertura em caso de chuva.

fazendinhapiquenique@hotmail.com

 

Mário Sousa na Academia Fluminense de Letras

O escritor e jornalista Mário Sousa toma posse na Academia Fluminense de Letras, no dia 13 de setembro, quinta-feira, às 17h, em solenidade que será realizada na sede da entidade, que funciona na Biblioteca Parque de Niterói, localizada na Praça da República, no Centro de Niterói (RJ). Mário assume a cadeira que tem como Patrono o jornalista Hipólito José da Costa, editor do primeiro jornal do País, o Correio Braziliense, editado em Londres. A cadeira está oficialmente sendo inaugurada pela primeira vez. Quem saudará o novo acadêmico será o Vice-Presidente da Academia, o coach e escritor José Haddad.

Honrado por participar como membro da Instituição, Mário Sousa destaca a importância da Academia Fluminense de Letras para a memória e o fomento da cultura, da criação e da arte no Estado e no País. “Ser o primeiro acadêmico e jornalista a assumir a cadeira que tem como patrono Hipólito da Costa, representa uma deferência especial  a classe jornalística, que me gratifica muito”, destaca.

Sobre Mário de Sousa

Mário de Sousa é natural da cidade de Bragança, no Estado do Pará. Mora em Niterói há mais de 50 anos e recebeu título de Cidadão Niteroiense  por decreto da Câmara de Vereadores  Niterói. Já recebeu a Medalha Leila Diniz, também na Câmara de Niterói por seu trabalho na área cultural no município. Foi destaque como “Personalidade teatral” pelo Jornal O Fluminense e “Personalidade da Cultura” pela Associação Fluminense de Artes Plásticas e pela sua luta em prol da Cultura de Niterói.

Jornalista, assessor de imprensa, professor universitário de Comunicação Social e de Teatro, escritor, além de Diretor teatral e artista plástico, Mário é Bacharel em Comunicação Social, na área de Jornalismo pela Faculdade de Comunicação Hélio Alonso – Turma de Formando Vladimir Herzog -; tem Pós-Graduação em Assessoria de Imprensa pela Univercidade; é formado em Teatro pela UniRio (ex-Conservatório Nacional de Teatro) e pela Escola de Teatro da Universidade Federal do Pará; e pelo Curso do Teatro do Oprimido, com Augusto Boal – primeira turma no Brasil.

Especificamente na área de Literatura, publicou contos, poesias, crônicas em vários jornais, revistas, livros e antologias, como nos periódicos: O Fluminense, Última Hora, A Tribuna, Tribuna da Imprensa, Jornal da Cidade, Jornal de Icaraí, Lig, Sete Dias etc…; tem ainda peças de teatro infantil e adulto encenadas e premiadas em várias cidades do País.

Mário é autor de  obras literárias como: “Um pouco de mim, muito do outros”, livro de memórias do ex-governador Togo de Barros; “Zé Gamela, 80 anos”; “Menina, corpo de mel” (poesias); e “Pedaço do Arco Íris”, livro infantil lançado em 2017, com  destaque na Bienal Internacional do Livro, na Feira Literária de Paquetá e na Feira Literária de Resende. Mário também participou da Antologia de Contos e Poesias do Servidor Público Estadual. E, recentemente (agosto de 2018) participou da Bienal do Livro de São Paulo, também numa Antologia de Contos.

Icaraí ganha Autoescola com ambiente temático

Icaraí ganha Autoescola com ambiente temático

Com o lema “A Flex leva a sério seu sonho de dirigir”, e com três características: Inovação, Técnica e Comprometimento, os sócios Yuri Piotr e Gustavo de Oliveira decidiram implantar para investir em um novo negócio. No próximo dia 30, das 18h às 21h, Niterói vai brindar um novo Centro de Formação de Condutores, Flex Autoescola, no coração de Icaraí, com o que há de mais moderno para ajudar na realização do sonho de conquistar a Carteira Nacional de Habilitação.

Os jovens idealizadores da marca acreditaram ser possível ser inovador e criativo neste mercado, e formar futuros motoristas em um ambiente agradável e contemporâneo. Na Flex, o aluno é atendido com educação e seriedade, treina com os melhores instrutores do mercado e pode escolher entre vários planos para tirar sua habilitação, além de treinar em um moderno simulador.

O ambiente temático foi idealizado pelos próprios sócios e o arquiteto Willians Serpa Gonçalves assinou o projeto, que é totalmente diferenciado. Na entrada, o aluno já começa a se sentir numa pista de trânsito. Poltronas e balcões também foram arquitetados pelos próprios empresários, e tiveram como base três carros de cair o queixo: Fiat Argo, Jeep Renegade e caminhonete Amorok. A proposta é uma experiência realmente única, o que para o empreendimento é o principal objetivo.

“Tive uma experiência em outra auto escola que foi um sucesso, mas quis trazer para a Flex tudo de moderno, e num ambiente que eu gostaria de ter tido na época que tirei a minha habilitação”, explicou Yuri Piotr, 30 anos. O amigo e sócio Gustavo de Oliveira, 37 anos, veio para somar na ideia. “Todos os cantinhos da auto escola foram carinhosamente elaborados. Então tenho certeza que vai agradar muitas pessoas”, completou.

DETALHES DO PROJETO
A auto escola terá dois andares, uma sala com capacidade para 21 alunos, além de um cantinho para lá de especial para as aulas com simulador, tudo com investimento de R$ 327 mil. Climatizada e com temática de carros, o local pretende ser muito mais do que um centro de formação de condutores, se tornando um reduto de amigos.

Serviço:

Flex Autoescola

Rua Miguel de Frias, 169, loja 02, Icaraí – Niterói – RJ

Telefones: (21) 3741-3777 e (21) 3741-4007.

Cultura Senegalesa vai invadir Niterói

Você já experimentou um thieboudienne, prato famoso do Senegal? Se não, prepare-se. A cultura senegalesa vai invadir Niterói no sábado, dia 11 de agosto das 8h às 20h. O evento, realizado no Teatro Popular Oscar Niemayer, contará com recitais de poesia – as Kassidas, música e gastronomia típicas, além de exposição sobre a vida e obra de Cheikh Ahmadou Bamba Mbacké, líder religioso Sufi do Senegal. 

A Jornada Cultural Khassida ou Journée Khassida reúne toda a comunidade senegalese do Brasil uma vez por ano, desde 2015. Realizada anteriormente no Rio Grande do Sul, em 2018 chega a Niterói, onde a comunidade senegalesa promete divulgar e alimentar gratuitamente o público niteroiense com a rica cultura africana. 

O intuito da Jornada Cultural Khassida é reunir a comunidade africana e “irmãos” brasileiros, estreitar laços e propagar as obras de Cheikh Ahmadou Bamba Mbacké, uma das figuras mais emblemáticas da África na luta contra a colonização europeia. Também conhecido como Khadimoul Rasoul (em árabe: “servo do profeta Maomé”) e Serigne Touba (marabu em Touba), viveu durante o apogeu da administração colonial, onde os países colonizados não tinham nenhum direito de propriedade, culto e assembleia. 

Como uma das maiores figuras religiosas muçulmanas, Mbacké pregava a paz, união e escreveu toneladas de textos sobre Tawheed (crença em um Deus Único), Fiqh (compreensão do islã no campo jurídico) e gramática. Fundou também a cidade de Touba (1887), foi preso e exilado duas vezes (1895 e 1902) pelas autoridades coloniais, totalizando quase 12 anos afastado compulsoriamente do Senegal. Mesmo após o seu falecimento, possui milhões de seguidores ao redor do mundo e eventos como a Jornada Cultural Khassida em sua homenagem. 

Programação

08h: Concentração para a Caminhada pela Paz

09h: Caminhada pela paz

10h: Café da manhã

11h: Recital de Corão

12h: Ziikr Baay Fall

13h: Recital de Khassida

14h: Almoço

15h: Recepção de convidados

15h30: Conferência – Vida, ensinamentos, e obras de Cheikh Ahmadou Bamba Mbacké

17h: Recital de Khassida e Ziikr

20h: Jantar

Serviço:

Jornada Cultural Khassida – Journée Khassida

Data: 11 de agosto, sábado

Horário: 08h às 22h

Classificação indicativa: livre

Local: Teatro Popular Oscar Niemeyer

Endereço: Av. Jornalista Rogério Coelho Neto, s\n, Caminho Niemeyer. Centro, Niterói

ENTRADA FRANCA

 

Edital terá R$ 300 mil para Ações Locais

A Prefeitura Municipal de Niterói, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação de Arte de Niterói (FAN), vai lançar o Edital de Ações Locais, com premiação total no valor de R$ 300 mil, no dia 7 de agosto, terça-feira, às 18h30, no Solar do Jambeiro. 

O Edital vai oferecer prêmios em reconhecimento a ações locais, desenvolvidas na cidade de Niterói (RJ), que estimulem o exercício da cidadania e fomentem a diversidade cultural, gerando impacto em comunidades localizadas em regiões com altos índices de vulnerabilidade social. 

Serão contempladas 20 iniciativas, divididas em duas categorias: “Valorização da Matriz da Diversidade Cultural Brasileira” (10 ações locais) e “Promoção de uma Cultura de Direitos Humanos” (10 ações locais). Cada ação selecionada receberá um prêmio no valor de R$ 15 mil.

Podem participar coletivos culturais ou grupos sem constituição jurídica, representados por pessoa física maior de 18 anos, indicada pelos integrantes (candidato). Durante o processo de inscrição, os coletivos culturais vão poder contar com o auxílio de articuladores locais, responsáveis pela capacitação dos proponentes de projetos. Informações pelo e-mail: acoeslocaisniteroi@gmail.com, pelo site www.culturaviva.com.br ou pelo telefone (21) 2719-9639 (ramal 227).

Compreende-se “Ação Local” como a realização continuada de projetos, práticas e atividades, nos campos da cultura, da arte, da comunicação e do conhecimento, que tenham gerado transformações socioculturais positivas nas comunidades e nos territórios em que são desenvolvidos, valorizando a matriz da diversidade cultural brasileira ou a promoção de uma cultura em direitos humanos.

Tarde fotográfica no Solar do Jambeiro

O Coletivo Niterói Fotográfico realizará, no próximo sábado, dia 30 de junho de 2018, às 16h, uma Tarde Fotográfica, no Solar do Jambeiro. O evento propõe o encontro de fotógrafos profissionais, amadores e entusiastas e contará com mostra de fotografias, debates, bate-papos e projeção de imagens.

Na programação, o “Varal fotográfico” traz o tema ‘Povo, Fé e suas cores’, em homenagem ao renomado fotógrafo Walter Firmo, conhecido por retratar Dona Ivone Lara, Cartola e Pixinguinha, e vencedor de diversos prêmios, como o Prêmio Esso de Reportagem, em 1963, e 7 vezes ganhador do Concurso Internacional de Fotografia da Nikon.

A agenda inclui também o momento “Fotroca”, com o fotógrafo Wander Rocha, uma iniciativa do Coletivo Olhar Plural, que promove encontros periódicos entre fotógrafos amadores e profissionais em locais diversos espalhados pelo Brasil. Desta forma, os participantes podem levar uma fotografia de sua autoria, impressa em papel fotográfico ou superior, no tamanho mínimo de 20x30cm e expor no varal.

Ainda faz parte do evento, o bate-papo “Fotografia e memória da cidade”, com os convidados Luiz Alvarenga (do Movimento InFoco) e Antônio Machado – o Toninho (Presidente da Sociedade Fluminense de Fotografia). A mediação será feita pelo fotógrafo, professor e pesquisador Vítor Vogel.

E para fechar o programa haverá a tradicional ‘Projeção fotográfica’, com membros do Coletivo Niterói Fotográfico, que apresentam imagens, cujo tema será o ‘Solar do Jambeiro’.

O Coletivo Niterói Fotográfico foi criado em 2017 pelo repórter fotográfico Marcello Almo com a ideia de divulgar e fomentar o cenário e a cultura da fotografia no município. Atualmente, o grupo conta com a participação de 33 fotógrafos, que atuam em diversas áreas. 

Serviço:

Tarde fotográfica no Solar do Jambeiro

Data: 30 de junho, sábado

Horário: das 16h às 20h

Local: Solar do Jambeiro

EndereçoRua Presidente Domiciano, 195, Boa Viagem, Niterói

Telefone: (21) 2109-2222

Classificação indicativa: livre

Entrada gratuita

Exposição do Prêmio Sou de Niterói

Plaza Shopping homenageia personalidades da cidade com exposição do Prêmio Sou de Niterói – 3ª edição da premiação prestigia personalidades que agregam valor à cidade e, este ano, homenageia mulheres que são exemplos de superação. 

Para deixar mais perto do público as 30 personalidades indicadas e as cinco mulheres que serão homenageadas este ano pelo Prêmio Sou de Niterói, o Plaza Shopping Niterói promove uma exposição com fotos e um pouco da história dos ilustres personagens. A mostra gratuita fica até 23 de abril no 3º piso da Expansão, em frente à loja Forever 21.

A exposição contará, através de fotos em preto e branco, a história de todos os indicados ao prêmio. O público poderá votar no local na sua personalidade favorita. A partir do dia 6 de abril, após o anúncio do resultado das votações, a exposição passará a dar destaque, com fotos coloridas, aos vencedores.

A superintendente do Plaza Shopping Niterói, Danyelle Martins, comemora a realização da exposição no shopping e considera a premiação a cara da cidade. “O shopping tem orgulho de ser Niterói e incentiva a valorização daqueles que fazem a diferença e contribuem para uma cidade cada vez melhor. Nossa admiração por esse prêmio é tão grande que ficamos felizes por trazer a premiação para dentro do Plaza pelo segundo ano consecutivo, com o grande diferencial de que este ano o cliente pode votar no shopping. Assim, o público poderá conhecer melhor os candidatos, seus bons exemplos e ver de perto o legado deixado por essas personalidades”.

A mostra é aberta a todo público e pode ser visitada durante o horário de funcionamento do shopping. O Plaza Shopping Niterói fica na Rua Quinze de Novembro, 8, Centro – Niterói. Mais informações pelo telefone (21) 2621-9400 ou pelo site www.plazaniteroi.com.br.

Serviço:

Exposição do Prêmio Sou de Niterói

Data: até 23 de abril

Horário: segunda a sábado, 10h às 22h; domingos e feriados, 12h às 22h

Local: Plaza Shopping Niterói – 3º piso

Endereço: Rua Quinze de Novembro, 8, Centro – Niterói

Evento gratuito

Água Escondida – Livro de Poetas

O site Nitnegócios está disponibilizando, desde 2009, poesias de autores nascidos e/ou radicados nesta Cidade, participantes da antologia ÁGUA ESCONDIDA, organizada por NEIDE BARROS RÊGO.

Em dezembro de 1994, ano em que a obra foi publicada, todos os 234 estavam vivos. Passados vinte e um anos, muitos dos poetas já se encantaram. Mesmo assim, suas produções, suas fotos e seus dados biográficos estão sendo divulgados.

Os 20 anos do lançamento de ÁGUA ESCONDIDA foram comemorados durante o ano de 2014, com a realização de vários recitais de poemas publicados na antologia. Continuamos homenageando, também, com recitais os poetas cujos centenários de nascimento estamos comemorando anualmente.

A poetisa Ednéa Turbae Fontoura (1935-2016) é a homenageada desta semana. Veja abaixo o seu poema e seus dados biográficos publicados na página 76 de Água Escondida. Conheça, também, os outros 155 autores homenageados pelo site Nitnegócios.

Mãe! Salvação da Humanidade!

Ednéa Turbae Fontoura

Este poema é teu, sábia mulher
Que se tornou incólume ao motim
Das pragmáticas
Fanáticas
De um falso mundo, afim,
De convenções quaisquer!

Eu te admiro autêntica, real,
Pura, mística, leal,
Amiga certa
Que na hora incerta
Nos faz reerguer
Com a nobre força espiritual,
Arremessando longe o que nos faz sofrer!

Tua presença alegra o meu viver!
E sinto-me feliz ao te fitar
Com teu semblante de perene paz.
Sofreste, eu sei,
E, crê, duvidei!
Porque teus olhos lacrimosos
Eu não vi, jamais!

Eu gosto do teu jeito de expressar
O teu afeto maternal:
– “Neste mundo, os filhos
Mais belos e perfeitos são os meus!”
Embora, muitas vezes, só a Deus
Vertas as lágrimas de um pranto infernal!

Eu te consagro, Mãe – “Paz do Universo”!
E te semeio no meu verso
Humilde e sem vaidade…
Invejo com ternura quem te tenha!
Mãe! Salvação da Humanidade!

Antologia Água Escondida (1994). Página: 76

*EDNÉA TURBAE FONTOURA (Magé, RJ). Professora. Participou do Projeto Manuel Bandeira, da Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, de encontros poéticos e noites coletivas de autógrafos, nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. Publicou: Arandela, 1979; Passageiro do Tempo, 1981; Gente Pra Frente, 1984; Ainda é Primavera em Minha Vida, 1989.

POETAS JÁ HOMENAGEADOS PELO SITE NITNEGÓCIOS

Luís Antônio Pimentel (1912), César de Araújo (1943-2006), Abeylard Pereira Gomes (1914-1999), Marcos Almir Madeira (1916-2003), Edmo Rodrigues Lutterbach (1931-2011), Vilmar de Abreu Lassance (1915-2009), Alaôr Eduardo Scisínio (1927-1999), Nemécio Calazans (1918-2002), Neide Barros Rêgo (1938), Wanderlino Teixeira Leite Netto (1943), Luiz Simões (1927-1995), Armando Vaz Teixeira (1921-2007), Lizair Guarino (1930), Moacyr Sacramento (1945), Stelling (1960), Balbina Ferreira (1915), Angela Di Gemesio (1948), Antônio Soares (1933), Alda Corrêa Mendes Moreira (1926-2009), Geir Campos (1924-1999), Ricardo Fagundes (1946), Sergio Caldieri (1952), José Livio Dantas (1934- 2002), André Varella (1975), Gracinha Rego (1947), Paulo Roberto Cecchetti (1948), Aparecida Barreto (1935), Almanir Grego (1909-1997), Osvaldo Pires de Holanda (1921), Leda Mendes Jorge, (1938), Marly Prates (1934), Alcir Chácar (1933), Laudyr Neves Bruno (1928), Sália Véra (1938), Mário Monteiro (1907-2000), Marly Medalha (1934-2001), Geraldo Bezerra de Menezes (1915-2002), José Inaldo Alonso (1929), Áurea Maria (1922-2005), Neusa Peçanha (1935), Salammbô Pessoa (1919), Hermoclydes Siqueira Franco (1929), Sávio Soares de Sousa (1924), Sebastião Paulino Campelo (1944), Elenir Moreira Teixeira (1934), Ângelo Longo (1935-1997), Milton Nunes Loureiro (1923-2011), Miguel Coelho (1934-2007), Manita (1922-2011), Lyad de Almeida (1922-2000), Horácio Pacheco (1916-2005), Carlos Tortelly da Costa (1912-2003), Hulda Pinto Rabelo (1923), Beatriz Escórcio Chacon (1948), João Rodrigues de Oliveira (1911-1998), Hermes Santos (1934), Mariney K.R. (1945), Fernando Henriques-Gonçalves (1933), Franci M. Darigo (1939), Gilda Clarice Graça (1960), Fernanda Hermes da Fonseca (1936-2007), José Geraldo (1924-2010), Fanny Berta (1946), Ilka Matheus (1936), Véra de Beaurepaire-Rohan (1934), Maria Otília Marques Camillo (1933), Heloísa Siqueira Pacheco (1949), Maria Thereza Peçanha (1928-2011), Adelaide Rangel (1928), Maria Apparecida Picanço Goulart (1937), Maria Lucia Dutra (1979), José de Souza Soares (1939), Lucia Romeu (1946), Branca Eloysa (1935), Carmen Sülzer Brasil (1935), Luciene Sondermann (1964), Luiza Lagoas (1943), Gláucia Richa Teixeira Ananias (1959), Ayrton Pereira da Silva (1936), Henrique  G. de Serpa Pinto (1910-2006), Maria Regina Moura (1945), Mary Sommerfeld (1957), Gilberto Emílio Chaudon (1906-2002), Álvaro Faria (1914-2000), Marly G. Wisniowski (1934), Dom Carlos Alberto Navarro (1931-2003), Alberto Valle (1910-2011), José Eustáquio Cardoso (1946), Siléa Macieira (1962), Jayme Delamar (1935-2008), Wanderley Francisconi Mendes (1937), Izabel Ferreira de Abreu (1926), Heitor C. Cruz (1936), Ercules Lamego (1915-2011), Walma Lúcia (1961), Kelly Cristiny Sacramento (1983), Abrahim (1947), Carlos Gomes, Denize Cruz (1960), Cármine Antônio Savino Filho (1937), Hilton Vargas (1934-1995), Jurema Rosa (1925-1999), Adaltiva Amarante Simões (1925-2000), Reginaldo Baptista (1937), Jorge Tavares Vicente (1939), Luiz Zatar (1961), Aluysio da Silva (1929), Lucy Proença (1919-1999), Celso Furtado de Mendonça (1919-2003), Solane Carvalho (1962), Paula Rastelli (1928), Sílvio Lago (1909-1998), Ivan do Amaral Passos (1932), Irani de Araújo Alves (1935), Thereza Tinoco (1942), Henrique Augusto Chaudon (1955), Herval de Souza Tavares (1917-1997), Jayro José Xavier (1936), Lilian Rodrigues (1961), Luzia Sônia Picanço (1941), Luiz Fernando Santos Caldas (1979), Therezinha Fiuza Juliano (1934), Lia Vieira (1958), Yara Vidal Fonseca (1935), Vicente Cecchetti (1950), Fernando Elviro Costa (1922-2003), Judith Domingues Marés González (1930-2014), Flora Marins (1957), Bueno Mendonça (1925-1998) e Julieta Wendhausen de Carvalho Gomes (1913-2009), Leda de Oliveira Maia (1936), Andrade Silva (1933), Arakén Rego (1926), Jupyra de Souza Rodrigues (1922-1997), Lourival Almeida do Valle (1920-1995). Jane Góes, Ana Tatagiba, Alice Teixeira (1910), Celeste Yedda, Iza Quelhas (1955), Alice Teixeira, Claudia Castanheira (1962), Adelir Machado  (1928), Danilo Braga (1939), Fraya Hippert5 (1977), Rosa Maria Maia Feller (1959), Beatriz Cecchetti (1980), Adriana Engelbart (1973), Julia Carâp (1923-1997), Patrícia Blower (1957), Roberto Bento (1943), E.G. de Campos (1922-2015), Alberto de Souza Rocha  (1923-1998), Chermont (1930).

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LAURA, A VIZINHA

               Maria Helena Latini

Tinha aquele sorriso de banda
de Monalisa
Tudo nela indicava um mistério sério
Pálida, arredondada, parecia
não ousar uma gargalhada,
um grito ou um gesto extremado
Discreta, educada
nunca apresentou nada seu
parente, gato ou cão
Aquela vida contida
pesada e medida
implodiu silenciosa,
do seu feitio,
às três da tarde
As palavras, talvez a ira
e o medo
guardados para sempre
sob as mãos em cruz.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 171

*MARIA HELENA Lopes LATINI – Maria Helena Elle. (São Gonçalo, RJ, 30 jan. 1959). Trabalhos publicados em jornais e revistas do Rio de Janeiro, Niterói, Campos (RJ), Minas Gerais e na Revista Bollettario, Itália.  Menção Honrosa no Concurso Nacional de Minicontos, promovido pela Associação de Escritores de Bragança Paulista (SP), 1994. Autora de: Roteiros de Vida, 1991, poesia; Ângela e Antônio, 1992, prosa e poesia, e Diário em Quadrinhos, prosa, inédito.

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Fugaz

             Chermont

Voas sem ter destino

Procurando o que não vem

Tocas no meu abismo

Por sonhos que ninguém tem

Esperas tranquilo o não-ser

E tentas vencer o ocaso

Surgindo em leves formas

A brisa do teu fracasso

Em trocas e em deleites

Continuas caminhando

Ora corres ora voas

Sem retorno nem chegada

Procuras fim sem princípio

Não te deixas ser tocado

Passas por entre espinhos

Sem pensar no teu passado.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 64

*Maria de Lourdes Soares Marcos CHERMONT — Malou. (Niterói, RJ, 4 jun. 1930). Formada em Direito pela Universidade Estácio de Sá e licenciada em Letras e Pedagogia, com pós-graduação em Letras, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Figura, ao lado das escritoras Inês Diniz, Edwiges Zaccour, Denize Diniz, Darcilia Simões e Ana Maria Caldeira, na antologia poéticaFragmentos de Nós, 1988.

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Pela Fé

Alberto de Souza Rocha

Eis o esquema da vida: a luta, as intempéries,
Seguindo das provações o curso, em várias séries,
Nos desvãos onde há sempre as pedras e os espinhos
No roteiro fatal de todos os caminhos…
Como não ser assim, irmãos da mesma fé,
No exemplo que nos deu Jesus de Nazaré?
Jesus passou na Terra, assaz incompreendido,
Nem por isso, ainda hoje, o mundo está perdido.

A Fé, chama divina, amigos, preservai-a
Para as obras do Bem que a alma cristã ensaia:
Há tanto que fazer, tanta lágrima triste,
Tanto véu a rasgar por este mundo existe,
Pedindo seja um pão, um sorriso, uma prece,
O expressivo socorro ao irmão que padece,
O livro, o exemplo, a esmola, o verbo que ilumina,
O trabalho fecundo em qualquer oficina…

A Fé guardai então por este mundo afora,
Nas obras, bendizei-a em cada nova aurora,
Ressurretos do caos da pobre humanidade,
Vencendo intimamente a mazela e a maldade
Como o arbusto do chão que cresce verdejante,
Soerguendo a ramada a cada novo instante!

Aguardai mais além: vencendo a cruz da estrada,
Enchei de amor-perdão as dores da jornada
E tereis afinal, empós a tumba fria,
As doces emoções mais puras da alegria!
………………………………………………………..
É da lei natural: o frio sempre impera
Antes que venha a nós a doce primavera!

Antologia Água Escondida (1994). Página: 22

*ALBERTO DE SOUZA ROCHA (Campos dos Goitacases, RJ, 30 jul. 1923). Médico formado pela antiga Faculdade Fluminense de Medicina, 1950. Escreve poesia desde muito jovem, tendo publicado algumas. Milita no movimento espírita, especialmente no campo do jornalismo. Publicou alguns livros doutrinários.

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A Montanha e a Nuvem

        Roberto Bento

Olho ao longe a montanha, tão distante…
Azulando no ar, em fantasia,
É uma ilusão, eu sei, mas que alegria
Me chega desse espaço neste instante.

Vejo a nuvem passando, navegante
De um céu também azul, em companhia
Do vento que a corteja e acaricia
Com atenções de um dedicado amante.

Montanha e nuvem – terra e eternidade.
Dois momentos da mesma eternidade
Desta tarde de outono que se esvai…

A paz toma o meu corpo em seu regaço,
E a alma livre, enquanto dura o abraço,
Atrás de nuvens e montanhas, vai…

Antologia Água Escondida (1994). Página: 216

*ROBERTO BENTO (Bom Jesus do Norte, ES, 4 maio 1943). Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da antiga Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, em 1960. Funcionário do Banco do Brasil. Premiado em certames poéticos. No prelo, Espelhos, poesia.

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Ode a Uma Saudade

Adriana Engelbart

Ah, que da beleza desse amor profano,
nasce a loucura por tanto querer-te!
Cala-me entre espaços de carinhos,
surge desejo pomposo,
célebre, real.
Arruína-me e, no compasso, ensoberbece.
A tua ternura ingrata
meteu-me numa incógnita – tão louca
incógnita! –
que me faz cantar a esmo,
cerra-me os dentes, molha-me os poros…
Se és inesperado… imenso
e vasto amor,
te quero saber em meus braços,
em longas (infindas) esperas.
Tu me deixaste as nódoas… sequelas
de abraços imensos, ternos e internos.
E, agora, me faltas,
deixando-me esmaecer
no ermo da noite vazia.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 19

*ADRIANA ENGELBART (Niterói, RJ, 11 out. 1973). Universitária em Comunicação Social. Formada em Alemão e Inglês. Participou do II Encontro de Poetas da Universidade Federal Fluminense e da Agenda Poética ANE/94, organizada pela Associação Niteroiense de Escritores, da qual faz parte.

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Coração de pedra
Beatriz Cecchetti

Hoje eu vi o amor
nascer por trás das pedras
do Arpoador,
iluminando o dia
com seus raios,
alegria,
com seu esplendor,
beleza.
Do outro lado da pedra,
tristeza.

Passa o dia,
acaba a alegria,
escurece a noite.
Hoje eu vejo o amor
morrer,
por trás das pedras
do Arpoador.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 51

*BEATRIZ CECCHETTI (Niterói, RJ, 6 maio 1980). Estudante. Poesias publicadas no jornal O Cais, de circulação nas praias oceânicas de Niterói e em coletâneas escolares.

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Maternidade

Rosa Maria Maia Feller

Ser mãe é diluir em si
A vontade do apego do mundo,
É exceder a Vontade ao fundo,
É padecer com ouvidos fecundos.
É conhecer a vida afastada,
Entregá-la à descendência,
Elevar-se à transcendência
Do pertencer, ser ou sentir…

É anular-se para não medir
As cordas da redenção,
É entender sem razão,
Enxergar com a consciência em vão.

Ser mãe é aprontar
Em espaços pequenos da vida,
Orientar, sem medidas,
As necessidades do filho-irmão,
Transcendendo a razão.

Ser mãe é ter aparência qualquer
No olhar de quem quiser,
Repetindo a tabuada e a gramática
Que o mundo não ensina sequer
Com a mácula da mulher.

Ser mãe é ser irmã,
Antes de pensar em parir,
Pois os laços que o sangue ressalva
Sem exigir da própria alma,
Ser mãe é ter o poder de partir.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 217

*ROSA MARIA MAIA FELLER – Alpha Magna. (Niterói, RJ, 10 jun. 1959). Professora, filósofa, dramaturga, conferencista, cantora lírica, pintora e poeta premiada. Publicou: Transcendendo a Razão, 1985; Fortaleza Santa Cruz, o Patrimônio do Brasil, 1991, poesia; A Fagulha Divina, 1982; Em coautoria com Sebastião Carvalho, Neo Liber Legis, 1983. Autora de peças teatrais.

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Adolessentimento
Fraya Hippertt

Queria beber…desmaiar…
Queria me fazer de coitada!
Não posso!… Tenho que ser forte,
não quero que tenhas compaixão…
Quero sentimentos reais,
quero atos reais, fatos reais!
Quero a verdade!…
Queria sumir!… não pensar em mais nada.

Quero amor de verdade! Não quero nada falso!…
Os “burros” devem ser felizes
pois não têm que pensar em nada.
Queria ser “burra”,
mas tenho que ser forte e lúcida!

Preciso de força! Não quero pedir a ninguém.
Preciso ser ajudada,
mas não quero pedir ajuda.
Quero que tenha sido de verdade
e não quero a verdade, porque dói…

Não quero sofrer!
Não quero chorar!
Quero apenas saber.
E quero não fazer parte do mundo,
porque não quero te ouvir dizer:
Não te amo, sinto muito!…

Antologia Água Escondida (1994). Página: 94

*FRAYA Bateman HIPPERTT Hatje (Niterói, RJ, 28 out. 1977). Estudante. Cursa Teatro no Tablado, no Rio de Janeiro e Arte de Dizer no Curso Maria Sabina, em Niterói. Aos 15 anos, ganhou seu primeiro prêmio literário no Festival de Poesia do Curso Acadêmico. Em 1993, obteve o prêmio de Melhor Intérprete no II Festival Pinguim de Poesia. Premiada no 1º Icaraí Fest Poesia, em 1994. Integrou o coral do Centro Educacional de Niterói.

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Um pouco mais

Danilo Braga

Não que eu esperasse mais de você,
Afinal, era bem pouco o que eu podia dar,
Mas sua renúncia, confesso, me deixou sem chão.

Não que eu esperasse mais de você,
Eu não tinha como exigir ou protestar,
Tinha sim que calar meu pranto pra não chorar em vão.

Não que eu esperasse mais de você,
Mas o silêncio que me envolve grita mais alto que eu,
E à necessidade de falar sozinho,
Respondo com um verso meu.

Não que eu esperasse mais de você,
Mas o romper de uma amizade forte
Traz sempre um vazio imenso,
Traz sempre um sabor de morte.

Não que eu esperasse mais de você,
Mas sinto-me qual nave a despedir-se do cais.
Não que eu esperasse tudo de você.
Mas bem que me poderia ter amado um pouco mais.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 69

*DANILO BRAGA Coelho (Itaocara, RJ, 13 out. 1939). Formado em Administração de Empresas e Jornalismo. Compositor, participou e foi vencedor de diversos festivais de música nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Premiado no I Concurso de Poesia patrocinado pela Companhia de Eletricidade do Rio de Janeiro. Assinou, durante muitos anos, a coluna Tempo de Som, no Jornal de Icaraí.

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Rótulo

Adelir Machado
Quando a tempestade do meu corpo
já tiver se acalmado,
restando apenas, em um copo,
o último pingo d’água
como sinal de vida,
o transformarei em colírio,
molharei meus olhos;
examinarei bem de perto
a ferrugem da corrente que atou meus sonhos
elo por elo.
E se encontrar, no meu subconsciente,
uma luz do que poderia ter sido,
rasgarei a distância,
deixarei que as árvores caídas
sejam as únicas testemunhas
da fidelidade que rotula
a certeza do meu EU.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 18

*ADELIR Coelho MACHADO (São Gonçalo, RJ, 17 fev. 1928). Professora, bibliotecária. Formada em Literatura Africana na Língua Portuguesa pela Academia Brasileira de Letras. Das Academias: Brasileira de Trova, Pan-Americana de Letras e Artes, do Cenáculo Brasileiro de Letras e Artes, União Brasileira de Trovadores e outras. Participou de várias antologias. Autora de diversos livros inéditos de poemas, crônicas, contos e cordéis. Recebeu mais de seiscentos prêmios literários.

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Ideia

Cláudia Castanheira

Meus dedos reféns
de duas mãos suadas
após o embate incontrolável:
pernas, pelves, peles ávidas

Com-fusão de tantos medos
em gemidos guturais
transcorridos transversos
entre versos abissais

Poema-olhar abortado:
a paixão mal concebida
emigrada simultânea
de inquietude transida

Poema-ardil, armadilha
do desencontro. O limite.
– ‘té um dia, companheiro!
acho que esse homem
nem existe…

Antologia Água Escondida (1994). Página: 65

*CLÁUDIA Silva CASTANHEIRA (Niterói, RJ, 21 mar. 1962). Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense. Cursa o mestrado em Literatura Brasileira na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Prêmio de edição nas antologias: Mil Poetas Brasileiros, 1989 (RS); Contos e Poemas do Brasil, 1990 (RJ); O Amor na Literatura, 1994 (RJ). Participou da antologia Língua Solta – Poetas Brasileiras dos Anos 90, 1994 (RJ). Recebeu Menção Especial no concurso Jorge Fernandes de Poesias, RJ, 1990, pelo livro Muito Além Disso, inédito.

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Fragmentos de Insônia

Iza Quelhas

À noite, não dormi, meu amor, pensando em ti.
Mutilei o teu corpo em lembranças, até que um
jabuti desenhou o teu rosto com uma palheta
de giz na madrugada.
Teu rosto girava em mim,
bússola de seta errante, alheia à gravidade.
(Enquanto isso, a Lua trazia as tuas mãos até meus seios).
À noite, não dormi. Confúcio dizia
algo e não havia discípulo.
Fui à China, antes que a fogueira
do tempo erguesse um muro entre nós.
Senti nos dedos uma friagem e
quase ópio de mim
vi-te inscrito entre cílios e crianças.
(Fui desenhar o trajeto de alguma bala perdida ao sul do Equador.)
Assim, fiz o teu rosto com fios de cera
e grãos de areia.
Talvez, na infinitude do tempo, alguém reconheça nesse rosto,
moldado também pelo vento,
o desespero de um momento desamparado de mim.
Acesos todos os lençóis que havia,
prendi-os aos ombros, longas tranças,
frágeis de altura e ventania.

A noite subia lenta. Na terra de Palmares, nada mais ardia,
além das velas na praia.
Escorreguei num barco sem sossego, apesar da noite exigir
apenas madressilvas e jasmins.
Os corpos debruçaram-se sobre esta folha,
navio de escravos em desterro.
Mas essa noite, meu amor, eu não dormi,
porque estou tão longe de ti.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 120

*IZA Terezinha Gonçalves QUELHAS (São Gonçalo, RJ, 24 ago. 1955). Professora de Literatura formada pela Universidade Federal Fluminense. Pós-graduada em Literaturas Africanas (Portugal). Mestre e doutoranda em Teoria Literária, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Trabalha na Editora da Universidade Federal Fluminense. Lecionou Teoria Literária no mestrado em Letras da Universidade Federal de Alagoas. Orienta oficina de Redação e Literatura. No prelo: A passagem dos sinais, poesia; e Crianças Afagadas, pequenas histórias vividas num subúrbio.

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Solidão

Celeste Yedda

Havia sol em meu EU, sol radioso,
Brilhante, quente, vida transbordando,
Um sol de inverno embora, ainda teimoso,
Neves do tempo, dissipar tentando.
Havia sol em mim e no caminho
Povoado de jovens ardorosos,
Sonhava, sequiosa de carinho,
Com oásis de sombras amorosas.
Havia… e há, numa constante louca,
Sede de amor, em avidez, na boca,
Lábios que à míngua morrem, ressequidos.
Ânsia de fuga ao mundo, em retrocesso,
Busca do que se foi, num insucesso.
Verão interior, inverno externo,
Notas de amor esparsas no caderno
Que o calendário d’alma registrou.
Reacende-se a chama esmaecida,
Há luz, calor, há vibração, há vida,
Ante o fulgor da tua mocidade,
Mas tudo em vão… sufoco a ansiedade,
Olho o espelho e medito: é muito tarde,
Que adianta pulsar o coração?
Na face, sulcos cortam qual espinhos,
Flores murcham, vazios são os ninhos,
É o inverno da vida: é a solidão!

Antologia Água Escondida (1994). Página: 60

*CELESTE YEDDA de Faria Pinto (Rio de Janeiro, RJ). Professora. Obteve 1º lugar em concursos de poesia: Clube Ideal, da Terceira Idade, 1991 e Faculdade Maria Teresa, de Niterói, 1993. Alguns de seus contos foram publicados na revista Alterosa, de Belo Horizonte (MG). Autora do livro de poesia Exaltação, 1980.

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Teu Olhar

Alice Teixeira

Há, nos teus olhos azuis, imaculados,
Um oásis de calma prometida
Onde meus olhos, ansiosos e cansados,
Buscam o alento e a sombra apetecida.

Em teus cílios sedosos e arqueados,
Tão doce paz encontro ali, querida,
Que julgo estar nos céus mais estrelados,
e esqueço o mal, a dor e a própria vida.

Esqueço toda a mágoa que crucia
Como acerada seta venenosa,
No teu olhar sublime que inebria.

E esse encanto, e essa graça que irradia,
Só vi igual, assim, maravilhosa,
No casto olhar dos olhos de Maria!

Antologia Água Escondida (1994). Página: 27

*ALICE Barbosa Guimarães TEIXEIRA (Curitiba, PR, 27 nov. 1910). Radicada em Niterói desde 1911. Publicou Seixos Rolados, 1990, um apanhado de sua produção literária, que teve início em 1940.

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Êxtase

Ana Tatagiba

Quero ser amada,
tocada, desejada,
bajulada, mimada e,
acima de tudo, respeitada.
Quero sentir o cheiro
desse amor na pele,
fluindo no ar.

Quero ser amada e saciada
nas areias do mar,
para que a natureza presencie
o encontro de dois seres
no abismo do amor.

Amor, que nem sempre é para sempre,
mas em que acreditamos
no momento de êxtase.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 32

*ANA Nilce Pessanha TATAGIBA (Rio de Janeiro, RJ). Pedagoga e artista plástica: desenho artístico e pintura em porcelana, com diversas exposições no Rio de Janeiro e Niterói. Premiada em concursos de poesia: da Fundação Mokiti Okada, promovido pela Igreja Messiânica Mundial – Núcleo de São Gonçalo (RJ); do Espaço Cultural José Prates, em Niterói, e Brasil dos Reis, promovido pelo Ateneu Angrense de Letras e Artes, 1994. Participa da Oficina Literária Neusa Peçanha.

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GAROTO XIS

Frio
Vento
Chuva…
E o garoto na rua…

Fome
Sede
Solidão…
E o garoto na rua…

Briga
Desabrigo
Frustração…
E o garoto na rua…

Saudade ( ? )
do vazio
pensamento neutro…
E o garoto na rua…

Um tiro no escuro
e um corpo tombado no chão…
Um túmulo
num espaço qualquer.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 124

*JANE GÓES Violante (Niterói, RJ). Professora aposentada. Estudou Piano, Balé e Inglês. Faz parte da Associação Niteroiense de Escritores e do Grupo Mônaco de Cultura. Participou das coletâneas: Antologia Poética do Clube do Escritor de São Paulo, 1986; Poesia & Cia, 1986. Publicou:Nuances, 1992, poesia. Trabalhos publicados em jornais de Maringá (PR) e de Niterói.

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DE PUNHOS CERRADOS

Lourival Almeida do Valle

Muitas vezes meti as mãos nos bolsos
para ninguém ver os meus punhos cerrados.
Muitas vezes baixei a cabeça
para ninguém ver o disco de Newton no meu rosto.
Muitas vezes trinquei os dentes
para ninguém ouvir o meu sangue latejar.
Muitas vezes as montanhas oscilaram diante dos meus olhos
e o mar virou monstruosa poça de sangue
e o sol incendiou a mecha das nuvens.
Tudo isso porque eu tinha os punhos cerrados
e a voz embargada.
Mas ninguém soube que eu tinha bílis no sangue
e que meus cabelos branquearam.
Ninguém gozou o meu desespero.
Mesmo depois de morto ficarei com os punhos cerrados.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 152

*LOURIVAL ALMEIDA DO VALLE (Maricá, RJ, 16 jun. 1920). Engenheiro civil formado pela antiga Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil. Chargista. Poesias na Antologia da Moderna Poesia Brasileira, de J. G. de Araújo Jorge. Figura na Paisagem Fluminense, de Jacy Pacheco. Trabalhos publicados em revistas e jornais do Estado do Rio de Janeiro. Seu poema Natal, traduzido, foi publicado na Alemanha. Autor do livro de poesias Canto Adverso, inédito.

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Yamato

Jupyra de Souza Rodrigues

Saudade dos mares distantes,
das gaivotas partindo
em busca de outros ninhos,
ou mesmo do que não sei…
São lembranças do meu tempo de menino!

E nas tardes crepusculares,
nos troncos jogados à praia
esperava os barcos pesqueiros,
a se confundirem
na paisagem marinha,
voltando,
fugindo, fugindo da noite!

Nenhum pio na amplidão
já se ouvia.
Só ecoava meu pranto
então,
a evocar as terras de Pequim!

Eram saudades dos mares distantes,
das horas primaveris,
à sombra dos pessegueiros em flor
vendo as mulheres passando
no ruge-ruge de sedas
e o vento as saias levando…

Antologia Água Escondida (1994). Página: 139

*JUPYRA DE SOUZA RODRIGUES (Campos dos Goitacases, RJ, 28 nov. 1922). Formada em Direito pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e, em Francês, pelo Curso Ítala Torres, Campos (RJ). Funcionária estadual, aposentada. Diversos cursos relativos às suas atividades. Tradutora, com alguns contos nos jornais: Contracheque, da Secretaria Estadual de Fazenda, e O Monitor Campista. Publicou No azul da hora que passa, 1964, poesia.

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Apenas Nós

Arakén Rego

Somos só nós dois apenas
Mas há penas entre nós
Se são leves como penas
Também se enrolam em nós

Em nós que não se apertam
Porque a nós isso dá pena
Porque há penas que se acertam
Sem que a nós isso dê pena

Se falo de nós e penas
Apenas falo de nós
De nossas pequenas penas
Que se enrolam como nós

Mas pequenos são os nós
De nossas pequenas penas
E pensando bem em nós
Nada disso vale a pena.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 44

*ARAKÉN da Silva REGO * Máximus Léo. (Rio de Janeiro, RJ, 6 fev. 1926). Advogado, odontólogo, auditor do Ministério da Fazenda, aposentado. Da diretoria da Associação Niteroiense de Escritores. Participou do I e do II Festival Pingüim de Poesia, com premiações. Colaborou nas revistas Fauna e High Sport, com artigos esportivos. Publicou: O Homem do Futuro e outros contos, 1990; A Viúva Negra e outros escritos, 1993. No prelo, Feitiço, romance.

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Floração-Mulher

Andrade Silva

Há sempre uma flor em cada boca de mulher.
Uma rosa, um cravo, um beijo.
Uma saudade, um girassol, desejo.
Há sempre uma flor em seus lábios de carmim.
Uma que nasce em cada mãe quando nascemos;
Uma que murcha em cada amor que se desfaz;
Uma que morre em seu olhar quando morremos.

Há uma flor que nasce, murcha, morre cada dia…

Jardim imenso são os lábios da mulher.
Produz flores inúmeras que se vão;
Só uma dentre tantas é colhida;
Só uma ela dá de coração:

O beijo…
Que aproxima, que dá vida,
Sucessão.

Esta sim, é flor e pão.
Há uma flor em cada boca de mulher.
Há um jardim em cada par de lábios lindos.
Há uma flor que orna o berço;
Outra que orna o caixão:
… Sorriso
… Soluço…

Antologia Água Escondida (1994). Página: 33

*ANDRADE SILVA — José da Silva Dias (Lagarto, SE, 14 fev. 1933). Formação sacerdotal com maior tempo no Seminário São José do Rio Comprido, do Rio de Janeiro, onde estudou durante onze anos. Ordenado Presbítero em 29 de dezembro de 1970 * Seminário São José de Niterói, pelo Arcebispo de Niterói, D. Antonio de Almeida Morais Júnior. Tem dois livros inéditos: Poemas de Natal e Poemas da Vida.

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Dedicatória

Lêda de Oliveira Maia

E para o resto da vida
seremos irmãs,
irmãs amigas.
Tu, a borboleta.
Eu, o girassol.

E para o resto da vida
seremos irmãs,
irmãs amigas.
Tu, a tarde calma, suave,
afagada pela brisa.
Eu, o dia alegre, quente,
beijado pelo sol.

E para o resto da vida
seremos irmãs,
irmãs amigas.
Tu, o poeta,
grande em seus versos,
matizando a vida
com seus contos infantis.
Eu, a plateia,
sempre atenta,
para de pé
te aplaudir.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 144

*LÊDA DE OLIVEIRA MAIA (Niterói, RJ). Bacharel em Direito pela Universidade Federal Fluminense. Professora de Direito Usual e Legislação Aplicada. Formada em Inglês pela Sociedade Brasileira de Cultura Inglesa. Participa da Oficina Literária Neusa Peçanha. Da Associação Niteroiense de Escritores.

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A Flor e o Verso

Julieta Wendhausen de Carvalho Gomes

O verso surge
Como a flor
Que se abre
Para o céu…

A flor espalha o perfume,
O verso reflete o amor;
A flor tem cores diversas,
O verso tem várias formas;
A flor adorna o altar,
O verso embeleza a canção;
A flor é flor e presente,
O verso é verso e oferenda;
A flor se eleva da terra;
O verso, do coração;
A flor se toma nas mãos,
O verso se prende aos lábios;
A flor pode ser mensagem,
O verso é sempre linguagem;
A flor abranda o olhar,
O verso enternece a alma…

Porém, se a flor dura pouco
E o verso se perpetua,
A flor jamais morrerá,
Ou perderá seu encanto,
Se louvada for, no verso,
Por quem saiba amar a flor.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 138

*JULIETA WENDHAUSEN DE CARVALHO GOMES (Curitiba, PR). Professora. Bacharel em Direito pela Faculdade Nacional. Da Academia Teresopolitana de Letras. Publicou: A Flor e o Verso; De Sol a Sol; Nas Asas do Pensamento; Poesia e Eternidade; Mensagem às Crianças do Mundo Inteiro, poesia. Escreveu, com a professora Zezinha Nunes, o livro Arte e Técnica em Decoração.

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VENTO TRAVESSO
J. F. Bueno Mendonça

Dobrando a esquina
o vento chegou
erguendo,
da rapariga esquecida,
a saia rodada.
Agitou,
com carinho,
a mecha grisalha
do cabelo da velha
e,
em rodopios,
desfez o monte de folhas,
atirando um cisco
no olho do negro…

A gargalhar se foi
por entre as ramagens.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 122

*José Francisco BUENO MENDONÇA de Azevedo (Niterói, RJ, 17 maio 1925). Contabilista, professor, orientador pedagógico do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial. Participou do Grêmio Literário Humberto de Campos, sendo atualmente do Grupo Mônaco de Cultura. Colaboração literária em jornais e revistas do Rio de Janeiro e Niterói. Foi coproprietário do semanário Manchete Fluminense. Publicou: Simplesmente Folhas, 1978, poesia; Que pena, Joaninha, 1986, contos. É verbete na Enciclopédia de Literatura Brasileira, de Afrânio Coutinho.

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CHUVA

Flora Marins

Pingo que cai em minha face
me acompanha no asfalto
e no abrigo da árvore
Embaixo da marquise
posso vê-lo escorregar do céu
abrir a mão e fazê-lo meu

Janela aberta, nuvem voando
pássaro no ninho
arco-íris me guiando
Gotas brilhantes deslizam
em meus cabelos, trazendo
pensamentos delirantes:

Você, de roupa molhada
me pegando no colo
me beijando os olhos
O vento murmura
canções de amor
sinto-me grande e pura

Ando solta ao relento…
Não resisto à grama úmida
Deixo-me cair
Você vem logo atrás
deitamos e nos beijamos
num suspiro de paz

Mãos… braços e gotas
alisam meu corpo nu
Eu e você somos um
A chuva, com ardor
se mistura aos nossos corpos
suados e molhados…
de tanto amor.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 92

*FLORA MARINS — Maria Fátima Leite Cinelli (Rio de Janeiro, RJ, 6 abr. 1957). Bancária, contista. Bacharel em Comunicação Social. Durante o curso, participou do jornal da Faculdade de Comunicação da Sociedade Universitária Augusto da Motta, desde a sua elaboração até a distribuição das edições. Coordenadora do Espaço Cultural Banco do Brasil – Agência Icaraí. Atualmente escreve para a Revista da Associação Atlética do Banco do Brasil.

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Naufrágio

Judith Domingues Marés González

Espreitas
e decifras
o enigma
das madrugadas;
a luz dos círios
sobrevive
à custa
de teus vitrais floridos.

És o gume da faca
que corta o pão
pro peregrino.

Firmas
os passos do ateu.

Semeias os trigais
de amarela alegria.

Soçobras
no delírio
de tua mão errante.

Antologia Água Escondida (1994). Página: 136

*JUDITH DOMINGUES MARÉS GONZÁLEZ (Rio de Janeiro, RJ). Professora, licenciada em Letras Neolatinas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e em Letras Clássicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Poeta premiada com a 1ª Menção Honrosa no II Concurso de Poesias ANE/ 1990 Cem anos de Oswald de Andrade e, com o 3º lugar, no Concurso de Poesia da Arte & Lazer, 1991; 1º lugar no Concurso de Poesia Mário Quintana, 1994, promovido pela Associação Niteroiense de Escritores.

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