A Pastelaria Imbuhy, na Rua José Clemente, faz parte da memória afetiva de muita gente. Os pastéis com caldo de cana deixaram saudades, mas uma boa notícia é que as antigas barcas que giravam num ponto alto do salão (quem se recorda?) estão superbem cuidadas. Filho de Nélson de Oliveira, mestre da barca Imbuhy (da Cia Cantareira, construída nos anos de 1920, na Inglaterra), o engenheiro niteroiense Manoel Francisco de Oliveira comprou há mais de uma década, após três anos de buscas, as réplicas — das lanchas Imbuhy, Gragoatá, Alcântara e Peruana.

Imbuhy. A réplica da embarcação em perfeito estado Foto: Divulgação/Manoel Francisco de Oliveira
Imbuhy. A réplica da embarcação em perfeito estado Foto: Divulgação/Manoel Francisco de Oliveira

 

Projetadas na Escola Henrique Lage, na década de 1940, elas têm cerca de 1,8m. Essas relíquias ficam em Angra, onde o engenheiro é presidente da Associação dos Condomínios da Costa Verde, e foram restauradas por um especialista que morava no Gragoatá, chamado Manoel Martins Coutinho. Já falecido, ele conhecia as barcas e vibrou com a chance, como conta Oliveira.

— Além de uma ajuda de custo, ele pediu alimentação, um local para ficar, um ajudante e uma garrafa de uísque Red Label a cada dois dias. Levou três meses restaurando as barcas, que ficaram perfeitas — conta o engenheiro, que gostaria de doá-las para a cidade, mas até agora não conseguiu despertar o interesse da prefeitura. — Essas lanchas fizeram história na ligação Rio-Niterói e é preciso que fiquem num museu para que sejam eternizadas.

Texto e foto do jornal O Globo

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