"Casa de Santo: tragédia tropicalista” no Teatro Popular O Golpe Militar completa 50 anos e o Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, recebe a estreia do espetáculo “Casa de Santo: uma tragédia tropicalista”, em memória a esta época que marcou profundamente a história do país. O espetáculo fica em cartaz de 11 a 27 de abril, sempre as sextas e sábados, às 21h, e aos domingos, às 20h. 

Costurada por canções de artistas como Gilberto Gil, Tom Zé e Caetano Veloso, com roteiro de Patrícia Zampiroli, a peça conta a história de uma jovem família da atualidade, que enfrenta violência, repressão e dilemas que mesmo nos dias de hoje, fazem uma ponte com o período da Ditadura Militar.

O Teatro Popular foi reinaugurado há pouco mais de 4 meses. O espaço permaneceu fechado por mais de 4 anos e após intenso planejamento e uma reforma interna, está de volta ao público com um novo nome, em homenagem ao seu criador e agora se chama Teatro Popular Oscar Niemeyer. Nesse curto período o local já recebeu grandes nomes como Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira e Miguel Falabella. O Teatro fica na Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/nº, no Centro de Niterói.

Sinopse:
“Casa de Santo: uma tragédia tropicalista” de Patrícia Zampiroli, narra história de Maria e José, uma família que vive nos dias atuais e sofre com a violação econômica e a violência. José, um marceneiro casado com Maria, precisa alavancar os negócios com a chegada de seu filho. Ele então conhece Jesus, um empresário de sucesso que lhe propõe uma sociedade muito duvidosa. João da Luz, um ladrão sem vocação, se apaixona por Maria criando um perigoso triângulo amoroso. Em paralelo, a história de Madalena (irmã de Maria) e seu namorado Beto, um casal, envolvido com a luta política, que sofre com a repressão e violência dos dias atuais. A peça é costurada por canções do movimento tropicalista que rompem com padrões comportamentais e estéticos em meio ao governo ditatorial instaurado na época que é lembrado em 2014 pelos seus 50 anos.

Justificativa
Em um ano em que o povo sai às ruas demonstrando inconformismo, pensar através da arte nas formas de opressão atuais ganha fundamento e urgência; discutir essa sociedade a partir do movimento tropicalista justifica-se principalmente pela pertinência dos temas que a obra produzida, em diversos segmentos artísticos, revela e suscita.
A Tropicália contestou regras e tabus, rompeu com padrões estéticos e comportamentais revolucionando o panorama artístico e social num período fortemente marcado por uma ditadura militar. O resultado foi um acervo de dimensões muito amplas, que ainda hoje traz à tona conceitos políticos de liberdade, democracia e modernidade.
Montar um espetáculo que concentre a obra dos grandes artistas tropicalistas fomentará uma reflexão e a discussão acerca de temas contemporâneos e prementes em nossa sociedade, visto que a truculência daqueles tempos não foi extirpada com o fim da ditadura; e em 2014, 50 anos depois, ano de copa do mundo e de votação direta para presidente, o Golpe Militar precisa ser lembrado.

Ficha técnica:
Direção geral e roteiro: Patrícia Zampiroli
Direção musical: Dida Mello
Arranjador vocal e preparador vocal: Marcello Sader
Direção de produção: Rafael Mose
Assistente de Produção: Érika Ferreira
Coreógrafos e Preparadores Corporais: Danielle Lopes e Fábio Honório
Coreógrafa: Michele Agra
Cenógrafa e figurinista: Mirian Leobino
Elenco: Chris Penna, Carmen Kawahara, Nayamara Bomfim, Priscilla Borring, Priscilla Paraíso, Thiago Magalhães, Michele Agra, Mariana Barreiros, Henrique Lancaster. Músicos: Dida Mello, Rafael Tavares, Rafael Marcolino e Edison Mattos.
Co-produção: Teatro Popular Oscar Niemeyer

Serviço:

  • “Casa de Santo: tragédia tropicalista” no Teatro Popular
  • Datas: de 11 a 27 de abril (sextas, sábados e domingos)
  • Horário: sextas e sábados às 21h e domingos às 20h
  • Duração: 1h50m
  • Classificação: 12 anos
  • Valor: R$ 40,00
  • Lotação: 460 pessoas
  • Local: Teatro Popular Oscar Niemeyer
  • Endereço: Rua Jornalista Rogério Coelho Neto, s/nº, Centro, Niterói-RJ (ao lado das barcas e atrás do Terminal Rodoviário João Goulart).
  • Informações: www.teatropopularoscarniemeyer.art.br