Depois de duas temporadas de sucesso no Teatro Vannucci, “Minha Vida Daria um Bolero”, de Artur Xexéo, faz apresentações inéditas em Niterói

No dia 17 de maio, sexta-feira, às 20h, vai ser a estreia da peça “Minha Vida Daria um Bolero”, de Arthur Xexéo, no Teatro Municipal de Niterói. Em cartaz até 26 de maio.

“Tú te Acostumbrastes”; “Solamente uma Vez”; “Angustia”; “Besame Mucho”; “Contigo Aprendi”; “Noite de Ronda”; “Vereda Tropical” e mais 11 boleros que fazem parte do imaginário coletivo são o pretexto para contar a história do musical, com Françoise Forton e Aloísio de Abreu no elenco. “Poucos gêneros musicais falam tanto do amor quanto o bolero: paixões não correspondidas, relações interrompidas e amores proibidos. O bolero adequado a uma comédia romântica é suave e leve. Todo mundo já se emocionou com algum bolero. Há toda uma geração que dançou de rosto colado ouvindo Nat King Cole cantar ‘Aquellos ojos verdes’, ou as cantoras da Era do Rádio, a Nana Caymmi”, conta Xexéo, que este ano completa 43 anos dedicados ao jornalismo, destes, 9 compartilhados com o teatro. Itamar Assiere, além fazer a direção musical, toca piano ao lado do percussionista Diego Zangado. A direção é de Rubens Camelo e Paulo Denizot, que também assina a iluminação.

No início do espetáculo, está indo ao ar a última edição do programa “Minha Vida Daria Um Bolero”. Neste dia, Diana (Françoise Forton) expõe, ao vivo, o relacionamento que mantém há 20 anos com Orlando (Aloísio de Abreu).  Porém, eles nunca se viram. Só conversam por e-mail, mensagens de celular e principalmente pelo programa de rádio. Mas agora, após a última edição, pela primeira vez, terão um encontro presencial, numa prometida aula de dança. As ondas da Rádio Mundo criam a relação entre os personagens. Diana é uma mulher que nunca se casou, acredita no amor, mas nunca arriscou. Orlando é um homem que sempre quis casar, porém com dificuldades de manter os relacionamentos. Na medida em que o tempo passa, durante o programa, os personagens vão ajudando um ao outro, aprendendo e descobrindo o caminho do amor.

“A peça conta a maneira com que as pessoas podem se apaixonar, mesmo não estando presentes fisicamente. O relacionamento acontece a partir do programa de rádio de Diana, onde ela usa boleros para dar conselhos a seus ouvintes”, detalha Françoise Forton. Orlando é um professor de dança que busca o programa para se aconselhar e acaba se apaixonando pela voz da apresentadora. “No dia em que é abandonado no altar por sua noiva, Orlando ouve o programa de boleros e se apaixona pela voz e pelo jeito despachado da locutora”, conta Abreu.

Depois de assistir a “Minha Vida Daria um Bolero”, o jornalista ZUENIR VENTURA escreveu em sua coluna – “A música como bálsamo”: Nós estávamos precisando, exclamou uma senhora… Na véspera, eu ouvira mais ou menos o mesmo depois do musical “Minha vida daria um bolero”. Eram desabafos de quem não aguenta mais nosso cotidiano de guerra civil e de histórias enfadonhas de busca de vices ou de enredos criminosos como o desse Dr. Bumbum, que, se não bastassem todas as trapaças, é suspeito, como Édipo, de ter matado o namorado da mãe… música funcionando como bálsamo. No caso do bolero, me empolguei tanto que, acredite, abri o peito cantando junto com o público “Besame, besame mucho/ Como si fuera esta noche la última vez” ou “Es la historia de un amor/ Como no hay otro igual/ Que me hizo comprender/ Todo el bien, todo el mal” ou então, imitando o sotaque de Nat King Cole, “Siempre que te pregunto/ Se algun amor escondes/ Tú siempre me respondes/ Quizás, quizás, quizás”. Eu mesmo só me dei conta do meu desempenho quando as pessoas, ainda surpresas, vieram comentar depois do espetáculo: “Você cantou a noite toda!”. Ou seja, fiz agora o que 70 anos atrás tinha vergonha de fazer.

Serviço:

“Minha Vida Daria um Bolero”

Local: Teatro Municipal de Niterói

Data: de 17 a 26 de maio de 2019

Horários: sextas e sábados, às 20h, e domingos, às 19h

Ingressos: R$ 60,00 (inteira) / R$ 30,00 (meia)

Classificação: 12 anos

Duração: 70 min

Ficha técnica:

Elenco: Françoise Forton e Aloísio de Abreu

Texto: Artur Xexéo

Direção: Rubens Camelo e Paulo Denizot

Direção musical: Itamar Assiere

Músicos: Diego Zangado e Itamar Assiere

Direção de movimento: Marina Salomon

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